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Menos o Krasis, que estava na suruba.

20 jan

IT’S ALIVE! O blog não morreu. Tampouco eu ou Jo deixamos de nos amar intensamente (own!).
O que há, pra variar, é que o capitalismo corporativo anda comendo nossos cus, de modo que quase não há tempo para nos dedicarmos a algo que senão ao trabalho.

Mas não vim só pra dar oi. É que hoje, sexta-feira, dia oficial de se empolgar com o oásis sexual do final de semana, mais uma polêmica chega até a interwebz. E aí, o tema que já martelava na minha cabeça por semanas, precisou se desenvolver em texto o quanto antes.

"Ah, mas no meu tempo não tinha dessas putaria não!". Aham, senta aqui.

Pelo que pude observar, uma moça participou de uma suruba. Coisa muito comum no reino animal, há mais tempo do que eu saberia precisar (abraços, literatura erótica dos séculos passados!). A novidade (?) é que as fotos do tal evento foram parar no Facebook. Não se sabe se por hackeio (bem mais provável) ou vontade própria.

Ah, mas aí é abuso demais! É contar com a sorte! Putaria já é pecado. Registrar tudo então? E a mina? Uma vagabunda! Puta! Vaca!
Obviamente, eu não entendo essa linha de raciocínio. Já dizia o velho meme: the internet is for porn.
Mesmo não gostando, ou militando contra, é difícil que alguém que nunca tenha parado pra ver (me refiro ao pornô, é claro). E se, por falta de interesse, vontade ou o que seja, você nunca contemplou conteúdo erótico/pornográfico, decerto, amigx, você é humano, e algumas vezes na sua vida, vai precisar ficar peladx.

Deixa eu te lembrar que você nasceu peladx, e, saindo de uma vagina. Não tem nada de muito etéreo nisso.
Depois, a descoberta da sexualidade, e você se tocando mesmo sem saber o que estava fazendo. A curiosidade com o próprio corpo e os alheios também não é nada incomum. Creio até que seja considerado um indicativo de saúde, mas, não vamos nos fixar ao normatismo.
Fato é que tendemos a ter contato (e muitas vezes, apreciar) a sexualidade: Não necessariamente a padrão, mas, sim, é comum que busquemos o gozo, de um jeito, ou de outro. Assexuados, suponho, provavelmente não sentirão-se contemplados no discurso, embora não haja nada de anormal nisto: estamos apenas generalizando o macro-caso.
E quanto ao caso de ficar pelado, é claro que não se trata de um ato sexualizado. É só natural, e óbvio. A nudez é o estado mais simplista da existência. Você está sem roupa, maquiagem, e não tem nem onde guardar dinheiro.

Mas, aí, se a situação – seja da nudez, ou do sexo – se torna pública, a coisa muda de figura.
O simples fato de ter uma foto sua com uma parte “pudica” exposta (pra quê pudor com algo que todxs temos em comum, é um mistério) já pode destruir toda uma vida.
Seus familiares, amigxs e chefes pensarão mil vezes antes de te levar a sério. Tal pessoa, disposta a se exTenha tanto sexo consensual quanto você estiver afim, porra!por de modo tão intenso em público, só pode ser louca, ou – na melhor das hipóteses – completamente indigna de confiança. Além, é claro, de um óbvio indício de promiscuidade: uma praga, um horror!
É possível ter a vida inteira destruída, se seus genitais forem expostos para alguém, senão seu/sua parcerix sexual, ou médico da família.

A cultura monogâmica, que soa tão absurda para a comunidade do Admirável Mundo Novo, de Huxley, parece ter enraizada em si o mesmo tipo de aversão crônica a qualquer subversão de seus princípios.

Plenamente convictos de nosso julgamento, vamos para as casas, camas, esquinas, ou computadores. Amando, ou comprando, quase todo mundo busca por sexo, indiferentemente da modalidade praticada.
A real, amigxs, é que ninguém consegue descrever o por que de tanto incômodo, e tanto julgamento, só se sabe que é errado, sujo, e vil, como um mantra que ecoa e dispara a qualquer fuga do socialmente-bem-visto.

O fato do ato sexual ser comum, não o torna menos criminalizado. A imagem de uma mulher, contemplando, gozando e se satisfazendo, tende a remeter ao ódio e a punição alheia, e veja: estamos há pelo menos algumas décadas falando sobre liberdade sexual e igualdade de gênero.
Haviam, pelo menos, mais dois ou três guris figurando a cena. Os amigos se orgulhariam. Ele meteu na mina, e isso é louvável.
Já a guria? Porra, taca bosta na Geni!

Recomendo: http://sexisnottheenemy.tumblr.com/