Arquivo | julho, 2011

Mulher. Objetivo: Coroa.

26 jul

Sorria, princesa!

Incrível o status que um simples enfeite de cabeça ou uma faixa nos ombros podem carregar. Pode ser uma coroa de rainha e um cetro. Uma faixa presidencial. Uma premiação de Miss. Qual você prefere?
Desde que sou criança, convivo com a imagem de mulheres coroadas. Como nasci nos anos 90, acho que minha lembrança mais forte é a de Lady Diana. Loura, magra, branca e coroada. Nobre, cercada de luxo e detentora do status de boa samaritana. Meninas da minha geração esperavam se desenvolver nesses moldes, naturalmente.

Ainda na infância, as coroas de cristais e brilhantes das

Relaxa querida. Um dia você vai achar quem te sustente e vai sobrar bastante tempo pra se cuidar e ser linda, apesar das mulheres invejosas que querem te destruir.

princesas dos contos infantis enfatizavam a pureza caucasiana, nobre e delicada, como toda garotinha deveria ser. Mas isso nunca me remeteu ao comando de uma rainha, por exemplo. Sempre vi como a subserviência de uma princesa, no máximo.
Recordo de ver nos seriados americanos a obsessão feminina pela coroação de Rainha do Baile de Debutantes. As garotas, pelo que eu observava, resumiam sua existência ao êxito de serem coroadas na noite que perpetuaria o símbolo de popularidade superior entre os colegas de estudo.

Perto da puberdade, comecei a reparar nas Misses. Miss bairro, município, cidade, país, universo, Miss Tudo. Na televisão, corpos esculpidos no bisturi, restrição e esforço eram avaliados duramente e premiados com um desespero que parecia se afogar em lágrimas: julgo que seja um sonho conquistado, um objetivo de vida cumprido. Sempre tive a impressão de que ser coroada Miss fosse o ato supremo de aceitação, já que a meta principal de uma mulher no patriarcado capitalista é ser linda e dócil, aquele sorriso e aquele aceno seriam um passaporte para as doçuras que as demais mortais jamais sonhariam conhecer.
Suponho que a parte mais difícil seja entrar na fôrma de onde todas as Misses saem. Mesmo porte físico, mesmo cabelo, mesmos seios, barrigas, bundas, coxas, pernas, vulvas (suponho). Um instinto me leva a crer que todas cheiram á baunilha também, mesmo nos dias mais quentes (seriam compostas por látex perfumado?).

O conceito de coroar e tornar nobre – ainda que metaforicamente, claro – uma mulher de acordo com a sua beleza se expandiu de forma a dominar quase todos os âmbitos de convívio social que já percorri.
Na escola da periferia, a garota que menos parecesse ter nascido ali ganhava centenas de admiradores. Quanto mais se assemelhasse ao que aparece na TV, mais sucesso obtinha nas relações sociais.

Lembro que no ensino médio fui estudar em uma escola (também pública) no centro da cidade. Uma das Misses de lá era uma colombiana. Para quem não sabe, em São Paulo existe um preconceito terrível contra chilenos, bolivianos, paraguaios e qualquer pessoa com a pele mais avermelhada (índios inclusos) do que se espera. Mas essa garota era especial, porque seus traços eram mais finos que o tradicional, mantendo apenas os cabelos pretos e lisos e a pele avermelhada que sua genética carregou. Daí o sotaque passou a ser charme – pelo menos para ela. Outrxs imigrantes continuaram apanhando e sofrendo bullying diário por não serem brasileiros.

Nas empresas, Misses de Departamentos são avaliadas pelas costas, que é justamente o ângulo pelo qual melhor pode-se observar a bunda enclausurada nas roupas formais.
Assédio? Aceite tudo como elogio se não quiser ser demitida ou acusada de histérica-frígida.

E exércitos de Miss Empregada Doméstica, Miss Passageira do Busão, Miss Garçonete, Miss Gari, Miss Motogirl…o importante é botar a fantasia e não se parecer em nada com quem veio “de baixo”.

Sou lembrada ainda de que o consciente coletivo (e eletivo) da produção em massa de Misses ainda não acabou. Obviamente somos moldadas para crer que nosso sucesso na vida depende da aparência, de forma que nos mutilamos para caber nas fôrmas impostas e almejamos de coração um lugar no pódio da ditadura de beleza. Isso não torna mulher nenhuma burra, fútil ou ignorante. Responder ao estímulo pelo qual se foi coagida durante toda a vida não merece julgamento.

Mas sim, nós tentamos, e agora existe uma data e um motivo para brilhar, e todas as mulheres que ocupam algum espaço virtual estão convidadas!
Sobre o exaustivo discurso da liberdade corporal e sexual feminina, (emancipação através da aprovação masculina, yeeeeey!) temos o Lingerie Day.

Uma datinha marcada no calendário (28/07, se quer saber) e tudo, patrocinada por empresas, blogues e sites masculinos que te dão a chance única de viver a emoção de ser uma Miss. Você só precisa exibir fotos de si mesma usando roupa íntima e ganha inteiramente de graça tropas de punheteiros te avaliando! Não é maravilhoso? Ah, mas por favor, seja magra e convencionalmente gostosa, afinal, gordas e magrelas-secas não têm direito nenhum a essa tal “liberdade sexual” conquistada através de insultos que beiram ameaças de estupro.

Você não pode ser humana. Mas fique a vontade pra ser linda, meu bem.

Se preencher todos os requisitos, você pode até ganhar prêmios das empresas patrocinadoras, e quem sabe, um status de Miss Lingerie Day, com sua coroa virtual, indicadora de ser humano realizado, nobre, digno e completo!

Objetificação, obsessão, racismo e opressão se mesclam, mas é por uma boa razão: o que resta da vida de uma mulher se ela não for bonita? Ou a gente de repente vai ser premiada por alguma outra coisa que senão os números de uma fita métrica?
Sorria e acene.

A Exploração Enaltece

20 jul

Sempre começa com o despertador e uma esperança.
Tudo foi forçado, “determinado”  e você sequer teve escolha. A felicidade é uma ilusão que tentamos sustentar aos tropeços embriagados de sono, logo que pulamos da cama.
O café forte é um incentivo químico que corrói as paredes do estômago na promessa de expandir as pálpebras que insistem em amolecer.

Então você está pronto para mais um dia de trabalho e sai. O céu é bonito, a manhã fria e você se imagina aproveitando o dia na praia ou no parque, mas logo acorda dentro do trânsito. Convence-se de que não é tão ruim assim, afinal “quanto mais trabalhar, mais sossego terei no futuro!” ou não?
Então se conforma e aguarda, – paciente por si, tenso pela espera alheia – o coletivo que fervilha com o povo.

Moças de cabelos alinhados preocupam-se em esconder as olheiras de cansaço embaixo do pó da maquiagem. Torcem os tornozelos equilibrados em finas hastes de sapatos que custam mais da metade do que ganham no mês.  Enquanto isso, o chefe chega no carro do ano, uma SUV preta e reluzente, na hora que quer e  sem suar  uma gota por causa do seu novíssimo ar condicionado “sustentável”.

Rapazes estrangulados por gravatas irritam-se e interrogam o ir e vir dos garçons, intimidando com olhares autoritários scanneadores  – o seu vizinho de salário mínimo – que serve o almoço.

Um adolescente de mochila e fones de ouvido, ainda em idade escolar, prepara-se para as próximas horas cumprindo ordens. Na sala de aula pública e obrigatória, ele já sabe que a vida não será igual ao do playboy da escola particular vizinha. Depois da prova de matemática, segue no “corre” da papelaria, banco e muito busão pela frente até o escritório. Tempo para estudar? Vai ficar pra próxima! “Hey! O gerente precisa que cê busque, de última hora, os documentos do filho dele no bairro nobre”. O moleque passou na melhor faculdade pública da cidade. Parabéns, quando vai ser a sua vez?  “Vixi véio…sei lá…”

De outra zona cinza da cidade, um suspiro ecoa. Mais uma tarde de horas extras será paga com um sorriso cínico de quem enriquece às suas custas.
A caixa cinzenta, iluminada e ventilada artificialmente, é sua moradia. Sua vida é consumida naquele ambiente impregnado de nicotina e cafeína, abarrotado de metas e ordens que mal sabemos para que servem.
O alívio seria maior se a volta para o lar não fosse tão claustrofóbica, consumida pelo enclausuramento coletivo. Amontoados humanos aspiram por um trajeto desafogado, algumas vezes recompensados com avenidas transbordadas de uma névoa preta e mal-cheirosa, projetadas para caixas com rodas, ocupados por uma única pessoa, ou por caixas maiores que caibam dezenas de pessoas desesperadas, disputando o pódio para quem chegar  primeiro em casa e assistir a continuação da novela  de romances impossíveis e luxuosos. “Queria ser que nem aquele da novela…dono de empresa, mulherengo e viajar o mundo” – “Queria ser que nem aquela da novela…mulher do ricaço, pilates na praia e choffer até às lojas de grife”

Mas como dizem por aí, que a esperança é a ultima que morre “Aperta o salário um pouco mais e entra na faculdade particular…pelo menos você terá graduação né?”, tenta agregar conhecimento pra mudar de vida, trabalhar e enriquecer!!. Mas sua realidade difere do playboy da “particular”, você não teve qualidade e nem tempo para se graduar. Paga o diploma quase dormindo nas aulas, que amanhã é outro dia, amanha é outra esperança.  Sua família insiste e repete que você precisa se esforçar um pouco mais, sugar um pouco mais da sua força de trabalho, sua energia, sua vida. “Talvez eu ganhe na megasena…daí tudo seria lindo!!”
ACORDA!! Volta pro seu cubículo,  seu dono quer viajar pro exterior e ainda não recebi o orçamento dos novos modelos, talvez  ele queira trocar o carro por um novo ainda hoje.
(…)

Escravidão, Servidão, Salariado.

[…] O salariado, com efeito, não é senão a forma moderna da servidão e de seu ancestral: a escravidão; isso não gera nenhuma dúvida e é reconhecido por todos aqueles que examinam as coisas de maneira saudável, que não estão cegos por um interesse de classe qualquer.
Tendo achado mais proveitoso explorar seu semelhante do que comê-lo, o homem buscou extrair disso toda a soma de trabalho possível, ficando a seu cargo proporcionar-lhe as coisas necessárias para sua existência, mas tendo o cuidado de reduzir suas necessidades escravistas ao justo necessário para que continue a fornecer a soma de trabalho exigida.
[…] Do mesmo modo que a servidão substituiu a escravidão, o salariado substituiu a servidão. A Revolução de 1789 queimou os velhos títulos de propriedade feudais, os camponeses enforcaram alguns senhores, os burgueses guilhotinaram alguns outros, a propriedade mudou de mãos, a supremacia da propriedade feudal passou às mãos do capital, o assalariado substituiu o servo; nominativamente, o trabalhador tornou-se livre, tudo o que há de mais livre! Completamente liberto dos laços que o prendiam à terra, pode transportar-se de um país a outro, se tem os meios de pagar às companhias ferroviárias – que cobram uma tarifa enorme de passageiros – ou se tem do que se alimentar durante o tempo que durar sua viagem, se resolver fazê-la a pé.

Tem o direito de residir em qualquer apartamento, desde que pague ao proprietário do imóvel; tem o direito de trabalhar em qualquer lugar, sob a condição de que o industrial que açambarcou as ferramentas de trabalho do ramo industrial que ele escolheu, queira emprega-lo; não está obrigado a nenhuma servidão em relação àqueles que o empregam; sua mulher já não é obrigada a suportar os caprichos do senhor ; a própria lei o proclama bilionário; mais ainda, pode tomar parte na elaboração das leis – pelo direito de escolher aqueles que devem produzi-las – tanto quanto os privilegiados; não é esse, portanto, o ideal de seus sonhos? O que lhe falta, então, para estar no ápice de suas aspirações? Deve-se crer que não, pois se reconhece que o salariado é tão-somente a transformação atenuada da escravidão, e pede-se sua abolição.

É que todos esses direitos são apenas nominativos e que, para servir-se deles, é preciso possuir o poder político que permite viver à custa daqueles que vos suportam, ou possuir esse motor universal, o dinheiro, que liberta de tudo.
O capitalista não pode mais matar o trabalhador, mas pode deixá-lo morrer de fome ao não empregá-lo; […]

KROPOTKIN, P. “O Princípio Anarquista e Outros Ensaios” Editora Hedra (2008) Edição brasileira

Onívoros: A Minha Empatia Caga Na Sua.

12 jul

"Ah, você não liga". Porque a falta de empatia é muito descolada.

Se você defende alguma causa (animais não-humanos, mulheres, LGBTTT, negrxs, liberdade, fraternidade, igualdade ou o fim da ditadura do automóvel) você com certeza já foi chamadx de radical.

Não quis comer o torresmo com a galera? Xiita.

Não gosta da cruz dentro do ambiente de trabalho? Intolerante.

Acha que homofobia deveria ser crime? Tá impondo seu modo de vida pros outros, terrorista? Vá pra Cuba!

Enquanto isso, uma corrente de pensamento ganha força, especialmente no ciberespaço. Um backlash declarado e seboso. O culto de ódio à empatia.

Se posicionar contra algum tipo de exploração e abuso, ou adotar novas posturas políticas e de conduta são motivos de piada.

Legal mesmo é ser “anti-politicamente-correto” (leia-se, direitóide gorfador de opiniões conservadoras e que pretende manter seus privilégios no topo da sociedade, como sempre foi) e ofender quem dá a mínima sobre qualquer coisa. Bom mesmo é quem é macho e bate punheta com um bacon enrolado no pau, que é pra dar destaque na virilidade onívora.

Sim, prezadxs, virilidade onívora. Já repararam na quantidade massiva e crescente de canais, blogs, vídeos e artigos enaltecendo a carne como instrumento de empoderamento másculo? Não que seja novidade, Carol J. Adams já falava sobre essa relação no seu Sexual Politics of Meat: A Feminist-Vegetarian Critical Theory (Políticas Sexuais da Carne: Uma Crítica Teórica Feminista-Vegetariana) e eu não estou aqui para repetir tudo que foi dito por ela.
Dia desses estava trabalhando, quando o meu digníssimo me manda um vídeo de fazer retornar ao colo a refeição ingerida a pouco.

O título da belezinha é “Carnívoros Song” , e claro que é um ode a todos os grandes clichêZZzzzzZZZzzs anti-veganos. O autor é um macho branco classe média revoltz pra caralho. Ele não liga pra nada, ele não tem empatia, “ele come picanha porque acha bom”, e não tá nem aí! Não é empolgante?

Não é porque eu sou um homem branco que eu tenho privilégios, ora essa!

Na letra, temos maravilhas como “quem não gosta de chuleta não deve gostar de buceta”, “enfia o seu hommus bem no meio do rabo” e claro “minha comida caga na sua”, a máxima preferida de 9 entre 10 pessoas que tem orgulho de comer coisas que cagam – e também fazem tanta noção dos meios de produção do seu “alimento” que possuem convicção na teoria de que o pasto e a horta são a mesma coisa, confinamento de animais não existe, e os bois na verdade cagam nas alfaces. Oi?.

 Seria apenas mais um grande “ZZzzZZZz” reacionário da Interwebz, mas o que incomoda são os seguidores. Legiões de desinformadxs aplaudem o discurso de ódio e apatia pregado. É muito descolado ser macho, tr00hardcore e entupir as artérias de bacon, porque animais são burros e feitos pra nos servir. Nós sim somos superiores, e é nosso direito explorá-los até o tutano.

Sabe, na história a gente já viu muito esse discurso. “Preto não tem alma, então vamos explorar para o nosso benefício”. “Mulheres são irracionais e histéricas, logo só podem ter utilidade enquanto nos servem”. “Homossexuais são anti-naturais, vamos queimá-lxs e estuprá-lxs”.
Eu realmente não vejo diferença nenhuma. Quando você incentiva o consumo de derivados de exploração, está defendendo a tortura, exploração, humilhação, privação, estupro  e morte de bilhares de vidas.

Homofobia e misoginia são mascaradas pelo sagrado humor, então nada pode ser questionado. Nos primeiros cinqüenta segundos de um outro vídeo – também com a participação do indivíduo citado anteriormente – vemos uma pilha de carne de embrulhar o estômago. Uma voz máscula sugere “tratar a carne como trata a sua noiva”, e segue golpeando com socos o montinho de matéria morta.

Que engraçado. Enquanto mulheres e homossexuais morrem diariamente graças a esse tipo de cultura e bilhões de animais são torturados até o fim para engordar o colesterol do sangue humano, eu sou obrigada a rir de quem incentiva isso, senão a problemática serei eu.

Tá certinho! Bebe ae!

Empatia é a capacidade de solidarizar com aquele que não você. A compaixão de não desejar sofrimento e tortura para seres sencientes, humanos ou não. A vontade de transformar o mundo em um ambiente melhor em todos os aspectos possíveis é de intrínseca relação com a solidariedade.
Tais sentimentos são menosprezados por quem escolhe se trancar em um carro, entupir o mundo de monóxido de carbono e congestionamento, suas artérias com gordura animal, ignorar as lutas daqueles que são historicamente oprimidos e se isolar em seus privilégios. Chamar a todxs aquelxs que apresentam alternativas de vida positivas de “chatos, broxas e radicais” é muito cômodo para quem não quer perder seu topo na “cadeia alimentar”. Para essa gente que usa ambientes como a selva, o sertão e a miséria como justificativa para seus hábitos alimentares de supermercado e condomínio de luxo, a vida anda muito fácil e engraçadinha, e toda essa militância é um grande e chato exagero.

Incrível perceber a reação violenta dessas pessoas quando diante do discurso vegetariano. Se sentem ameaçadas, apesar de serem as maiorias no mundo, e vêem uma necessidade épica de confronto e ridicularização, já que são incapazes de compreender uma luta por aqueles que não podem se defender.

 Entristece saber também que mesmo x mais engajadx de determinado movimento possa não enxergar a relação entre sexismo, racismo, especismo e homofobia. Ou então perdoar determinadas condutas. Por exemplo, não admitimos racismo, mas toleramos xs milhares de especistas com quem convivemos.
E meu ponto não é dizer que militantes da causa animal sejam perfeitos, pois não são. Conheço boas dezenas de veg’s sexistas e homofóbicos. E isso me incomoda. Incomoda relativizar e menosprezar as lutas dos movimentos só porque você “não liga”, porque “tem coisa mais importante” pra se preocupar enquanto vidas são ceifadas.
Porém, de todas as formas de opressão e violência, a mais relativizada ainda é a cometida contra os não-humanos.
Abandonar uma criança é de infinita importância, porém abandonar ou matar ninhadas inteiras de filhotes é só um ato.

Fazer piada com o sofrimento de uma vaca é um clássico, assim como comparar o Reino animalia com o Reino plantae, jurando que são todos iguais, e que os “ecochatos” estão errados.

A vida humana é sempre infinitamente valorizada, sobretudo se for uma vida branca, masculina, bem sucedida financeiramente, heterossexual, cristã, onívora e motorizada. Essa é a vida com maior poder de consumo, de giro de capital. O resto? O resto é produto, prezadxs, usem como quiserem. Quando cansarem, joguem fora no lixo orgânico.

O que tem no seu leite, além de estupro e sofrimento? Pûs, colesterol, hormônios...

Se quer se informar mais sobre os muitos mitos anti-veganos, ou para parar de emitir opiniões que fariam corar de vergonha a uma criança de quatro anos de idade, recomendo os seguintes artigos:

F.A.Q Vegan.

Não Quero ser Uma Ativista Limpinha e Cheirosa, guest-post também da Deborah, na Lola

Documentário Terráqueos. A verdade documentada sobre as indústrias da exploração animal.

Deu fome? Não tá afim de beber pus com antibiótico e comer sangue? Vem!

Entenda mais sobre Creofilia e Sociopatia.